Curiositas
Uma reflexão sobre a curiosidade
“Enfim, tanto ele se engolfou em sua leitura, que lendo passava as noites de claro em claro e os dias de sombra em sombra; e assim, do pouco dormir e muito ler se lhe secaram os miolos, de modo que veio a perder o juízo.” (parte I, cap. 1, p. 70)
A descrição da epígrafe manifesta uma realidade que parece distante de nossos tempos: em verdade, poucas pessoas realmente se dedicam à leitura, poucas pessoas se passam noites lendo livros de cavalaria ou de outro tema que o valha. Teríamos a tentação de dizer que, na verdade, nosso tempo é caracterizado pela apatia e preguiça diante do estudo, e, ainda que isso seja em parte verdadeiro, não nos levaria às verdadeiras causas.
Santo Tomás de Aquino afirmava que o verdadeiro vício que pode afetar o estudante não é a preguiça. Assim como a virtude própria do estudante é a estudiosidade, seu vício próprio será a curiosidade, o desejo desordenado pelo conhecimento. Essa desordem, por sua vez, pode ser dita de várias maneiras: desordem com relação ao fim - os conhecimentos não são reconduzidos aos seus princípios mais universais, e, em última análise, a Deus como fonte -; desordem com relação aos meios - quando o conhecimento é buscado de forma inépta, sem atentar para a ordem das disciplinas e o grau de complexidade de cada tópico; desordem subjetiva - quando o conhecimento é buscado para fins ilícitos ou irrazoáveis, considerando a circunstância daquele que estuda.
Ainda que o conhecimento seja uma realidade intelectual, e não material, é evidente que toda curiosidade implica uma certa intemperança, uma falta de moderação, de modo que podemos tirar disso uma conclusão: se a curiosidade é uma espécie de intemperança, a virtude contrária a ela será uma espécie de temperança. Assim, a virtude contrária à curiosidade - a estudiosidade - é uma certa temperança em relação ao bem do conhecimento.
Por esta razão, a estudiosidade implica uma certa restrição deste desejo de conhecer. Saber os modos pelos quais um desejo de conhecer será imoderado pode ser útil para que compreendamos o que seria a virtude da estudiosidade. Santo Tomás (BLUM, p. 45) apresenta quatro maneiras pelas quais o desejo imoderado pelo conhecimento se manifesta: (1) estudo de coisas menos úteis, que nos afasta do cumprimento de nossos deveres de estado; (2) o desejo de aprender de um professor ilícito; (3) o desejo de conhecer as coisas sem referir este conhecimento a Deus; (4) buscar conhecimento que está além de nossa capacidade intelectual. Consideremos cada um destes aspectos e, a partir deles, vejamos como a virtude da estudiosidade se manifesta.
Em primeiro lugar, o estudo de coisas menos úteis que nos afasta do cumprimento de nossos deveres de estado.
A curiosidade que leva ao estudo das coisas menos úteis e que nos afasta dos deveres de estado pode se manifestar em todo tipo de pessoa, seja ela iniciante nos estudos, seja ela já empenhada neles por anos. No primeiro caso, o estudo das coisas menos úteis se dá por ignorancia e falta de discernimento, uma vez que ela ainda não tem critérios o suficiente para discernir o que é mais útil e o que é menos útil; em certas ocasiões à esta ignorância pode ser acrescido o orgulho e a vaidade: sendo ignorante, pode considerar-se sábia, pode considerar que não precisa de conselhos. Poderia, por outro lado, existir um ignorante que é desordenado e curioso pela falta de bons guias, e, caso encontrasse um, se submeteria ao seu juízo. Sem este guia, a longo prazo, creio ser dificil evitar que este se torne também orgulhoso e vaidoso.
Um bom guia deve saber discernir entre estes dois tipos. Além disso, para que ajude seu aluno a vencer esse vício, não basta que diga que aquilo que ele está estudando no momento é menos útil, já que as coisas úteis podem se-lo de duas maneiras: (a) em si mesmas ou (b) em relação a algo.
A utilidade objetiva de algo se considera de acordo com a ordem das disciplinas em geral, bem como com a ordem interna dos temas de estudo dentro de determinada disciplina. Este é o ponto mais fácil para um professor - ou ao menos deveria ser. O que vem em primeiro lugar: o estudo sobre simbolismos na literatura, ou lições sobre interpretação textual? Estudos sobre uma espécie de animais, ou sobre animais, em geral? Estudos sobre um autor medieval, ou estudos sobre o contexto geral do medievo?
Assim, saber a utilidade objetiva - isto é, a utilidade deste tema considerando o objeto de estudo - de um livro ou de um tema de estudo é a parte mais fácil para aquele que orienta.
É preciso considerar, porém, os estudos considerados subjetivamente - enquanto se referem ao sujeito que o estuda. Se os estudos menos úteis podem nos afastar por vezes dos nossos deveres de estado - entenda-se aqui deveres de estado por aquelas obrigações às quais estamos ligados em razão de compromissos assumidos -, cabe ao bom tutor conhecer muito bem quais sejam estes deveres de estado.
Isso implica que um bom intelectual não é sempre um bom mentor. Um bom mentor deve cultivar uma certa prudência que nasce de um conhecimento de diversas circunstâncias da vida, deve conhecer os dramas de pessoas que não vivem uma vida primariamente dedicada aos estudos, deve saber quais obrigações uma pessoa possui e quais são as possibilidades de conexão entre estas obrigações e o estudo proposto. Um mentor que é meramente um intelectual pode estabelecer metas irrealistas e irrealizáveis, pode fazer com que seu aluno fique desmotivado, pode fazer com que desista da jornada.
Um bom mentor deve compreender quais sejam os deveres de estado de cada pessoa e fazer com que os estudos prescritos sejam, o quanto for possível, conectados a estes deveres de estado. É dever do bom professor fazer com que a abstração dos estudos seja encarnada na biografia de seu aluno, considerando cada um de seus deveres de estado.
Eis um remédio para a curiosidade. É um remédio, pois toda a curiosidade implica certa forma de dissociação existencial: há uma vida intelectual, e outra vida cotidiana. O professor que sabe auxiliar o aluno, para que ele veja essa conexão, faz com que ele ganhe uma unidade de vida maior, que seus estudos sejam realmente uteis em um sentido superior: eles convidam a mente para que considere cada evento cotidiano, para que se demore mais nas pequenas coisas valiosas.
Lembro-me de uma aluna muito empenhada, mãe de três, e que perguntava certa vez se tal livro era um bom livro. Minha resposta foi: “Depende. Se com esta pergunta queres saber se é apenas um bom livro, eu diria que sim. Se, por outro lado, a tua pergunta oculta é se deves ler este livro agora, eu diria que não”. O livro era objetivamente bom, mas, considerando a condição subjetiva de minha aluna, em suas circunstancias e obrigações familiares, não seria adequado naquele momento, e ela teria menos proveito lendo naquele momento, e gastaria mais tempo, do que se fizesse aquela leitura em momento posterior.
Para que ganhes critério nesta área, a consideração do dever de estado é importante. Se és pai, e teu filho está com dificuldades em matemática, e tens o dever de ajudá-lo, não tens que pensar muito: teu dever, neste momento, é estudar matemática o quanto te for possível para que ajudes teu filho. Se és professor, e tens de ministrar uma aula sobre a Eneida, teu estudo já está decidido: deves revisar os temas daquela aula por meio da leitura da Eneida. Considera que qualquer estudo, qualquer leitura que te afaste disso será movida pela curiosidade - por melhor que seja a leitura.
Segunda forma de curiosidade o desejo de aprender de um professor ilícito
Santo Tomás, neste caso, traz o exemplo da advinhação: desejar aprender por meio de adivinhos seria um pecado, e, portanto, ilícito. Poder-se-ia aplicar este exemplo a professores não ilícitos, mas irrazoáveis, e podemos distinguir essa irrazoabilidade segundo dois aspectos: (a) irrazoáveis em razão da matéria que ensinam ou (b) irrazoáveis enquanto professores, em razão da falta de qualidades para ensinar aquela matéria, ou para ensinar determinada pessoa.
É papel de um bom mentor não apenas ensinar, mas também apontar os caminhos razoáveis que o aluno deve trilhar, dadas as circunstâncias. Conhecendo o fim, a meta, bem como os deveres de estado do seu aluno, deve apontar para aquilo que pode ajudá-lo a atingir este fim. Alguns professores, ainda que sejam bons em si mesmos, podem ensinar uma matéria que não seja conveniente neste momento para aquele aluno. Um bom mentor sabe conduzir este entusiasmo do aluno que, de forma razoável, quer ter bons professores, mas que não consegue por vezes enxergar como determinado professor não será o mais adequado para ajudá-lo naquele momento, uma vez que a matéria ensinada não é convergente com seus deveres de estado. Não é razoável que o aluno busque aprender daquele professor - ainda que não seja ilícito.
É irrazoável aprender de outro professor não apenas quando não é razoável que estudes neste momento a matéria ensinada, mas também quando o professor com o qual queres aprender (a) ou não tem as qualidades para ensinar aquela matéria, ou (b) não tem as qualidades necessárias para ensinar determinada pessoa.
Essa é a parte mais dificil para alguém que tenta seguir uma jornada “autodidata”. Buscamos conhecer para que ganhemos critério, para que saibamos discernir a profundidade de determinada realidade. Ora, os que estão começando, e com desejo de conhecer, são precisamente aqueles que ainda não possuem critério, por não terem ainda estudado o tema de maneira tão profunda. Segue-se que para estes é ainda mais importante que se deixem guiar por um professor, por um mentor, que possa ajudá-lo a adquirir este critério, para que saiba discernir quando o conhecimento manifestado por determinado professor é verdadeiro ou meramente aparente.
Quando o bom professor faz isso, ele faz com que o aluno não perca tempo. Ser um bom mentor, neste sentido, é saber restringir, saber dizer “não”, e saber convencer seu aluno de que não é razoável que busque aprender daquele professor específico. Isso, porém, depende também do tipo de aluno com o qual está tratando, e pressupõe a virtude da docilidade - docilitas -, a disposição de ser ensinado.
Um professor pode ser, por outro lado, muito bom, objetivamente, e o conteúdo ensinado pode ser, em si mesmo, muito bom e adequado para o aluno, mas ele pode não ser o professor mais adequado para um aluno, por diversas razões: (a) por questões pedagógicas ligadas ao conteúdo; (b) pelo modo com o qual dispõe sua aula, extrinsecamente, nas coisas que não se referem ao conteúdo.
Por vezes, a metodologia de ensino nem sempre é adequada a determinado aluno. Pode ser que um professor seja especialista na Metafísica, de Aristóteles, e faça de sua aula uma leitura comentada da obra. Para alguns alunos, isso será excelente, para outros, porém, será entediante - tens de discernir em qual classe teu aluno se encontra -, seja por razões objetivas (o professor realmente lê de forma entediante), seja por razões subjetivas (o aluno ainda não tem capacidade de manter a atenção desta maneira). Outros alunos podem já ter lido a obra anteriormente, e o professor está fazendo uma exposição excessivamente introdutória - ótima introdução, mas introdução.
Além desta dimensão pedagógica, é preciso considerar a disposição do ambiente de aprendizado, no que se refere à dimensão extrinseca do ensino, isto é, nas condições externas ao ensino mesmo, mas que contribuem ou não para o aprendizado.
Quantos alunos em cada turma? A aula é particular? Quantas aulas por semana, e quala carga horária do curso? O local no qual a aula acontece favorece a distração ou não? Se favorece, esses aspectos são ajustáveis ou não? Os alunos que estarão aprendendo estão na mesma fase de aprendizado que este aluno?
Estas são algumas perguntas que o mentor atento deve fazer. Não são de pouca importancia para o aprendizado, e todas elas, de alguma forma, nos auxiliam a guiar nosso aluno em direção à virtude da estudiosidade, não permitindo com que aprenda com professores ilícitos e recomendando adequadamente quando se tratar de um professor irrazoável. O mentor deve conduzir o aluno para que ele mesmo possa discernir isso no futuro, e as perguntas que o professor realiza tem este objetivo: ajudar a formar critério.
Terceira forma de curiosidade: o desejo de conhecer as coisas sem referir este conhecimento a Deus
A terceira forma de curiosidade seria o desejo de conhecer as coisas sem referi-las a Deus. O que está em jogo aqui é a própria atividade filosófica, uma vez que, se amamos a sabedoria e a desejamos ardentemente, este amor é um amor pela sabedoria em todas as suas dimensões, e não apenas de uma parte dela. Este amor pelo todo é algo que distingue o filósofo do amante da opinião, que ama apenas uma parte da verdade, e com ela se satisfaz - o curioso é, em última análise, um amante da opinião.
Nem todos omitem essa referências das coisas à sua causa última de forma voluntária. Alguns podem, é claro, fazê-lo, mas a maior parte das pessoas não faz essa conexão em razão de sua incapacidade, que, na maioria das vezes, não é fruto da natureza, mas de uma educação deficiente, que cria certos vícios intelectuais dos quais o estudante terá dificuldade de se desvencilhar.
Esses hábitos podem ser causados, a meu ver, sobretudo por uma: (i) falta de ordem no currículo das disciplinas, bem como por uma (ii) falta de ordem no modo de estudar cada disciplina do currículo.
Não basta estudar os grandes livros. Ter uma lista dos clássicos não resolve a tua formação, pois é preciso saber que entre estas obras existe uma ordem cronológica e lógica a ser seguida: cronológica, pois, em algumas disciplinas, os livros escritos anteriormente são pressupostos para a compreensão dos demais - assim, a Ilíada é anterior em relação à Eneida -; e lógica, pois em alguma disciplinas algumas obras pressupõe outras, se considerarmos a clareza e abrangencia de seus conteúdos - assim, a leitura da Apologia de Sócrates pode ser anterior à leitura dos autores pré-socráticos. Uma vez que estas distinções são váriadas, de acordo com a matéria, o estudante agirá bem ao escolher um mentor para que o ajude neste discernimento.
Um segundo problema seria a falta de ordem no modo de estudar cada disciplina do currículo. Podes até mesmo ter um currículo ordenado, mas isso não basta: é necessário que saibas que cada disciplina exige um tipo de leitura distinto. Deves saber que o tipo de leitura que realizas da Ilíada não será o mesmo que farás para compreender os Elementos, de Euclides: na Ilíada poderás fazer uma leitura mais flúida, focando nos pontos mais importantes, resumindo os eventos mais relevantes para a narrativa, e discernindo o caráter de cada personagem; em Euclides, terás de fazer uma leitura mais analítica, distinguindo os passos necessários para que cada proposição seja demonstrada ou resolvida, e procederás através de resolução de problemas.
Saber distinguir o que cada tipo de texto exige de ti, saber que tipo de estudo é adequado a cada um, te tornará mais apto à filosofia, e, por consequencia, à teologia. Saberás discernir uma demonstração apodítica de uma que leva a uma conclusão meramente provavel ou verossímil, saberás discernir sob quais fundamentos cada afirmação se encontra, e perceberás entre as disciplinas algumas relações de dependência.
É precisamente esta percepção da relação de dependencia entre as disciplinas e as coisas estudadas que permite com que possas referir todos os efeitos à sua causa fundamental. Essa conexão só pode ser percebida por um estudante que tenha estudado em ordem adequada as disciplinas, bem como estudado ordenadamente cada uma delas - será capaz de ver o todo, e as relações existentes entre este e cada uma de suas partes.
Quarta forma de curiosidade: o desejo de conhecer as coisas que estão além de nossas capacidades.
“ne altiora quaesieris” - Que não procures saber sobre as coisas mais altas. Este conselho foi atribuído a Santo Tomás de Aquino, em uma epístola De Modo Studendi, endereçada ao frade João, que lhe pedira alguns conselhos para os estudos. O conselho poderia causar certo estranhamento, se consideramos a própria vida de Santo Tomás de Aquino, que foi inteiramente dedicada às coisas mais elevadas. Poder-se-ia compreender, porém, este conselho segundo dois aspectos: objetivo ou subjetivo.
Objetivamente - em si mesmas consideradas -, as coisas mais elevadas são as mais dignas de serem buscadas; subjetivamente, por outro lado, as condições particulares de alguém podem exigir que as coisas mais elevadas sejam a ele apresentadas de maneira gradual. A melhor imagem para explicar esta realidade é talvez a Alegoria da Caverna, presente no livro VII da República, de Platão: os prisioneiros estão desde a infancia na escuridão de uma caverna e, caso um deles seja libertado, deverá ascender com calma, gradualmente, para que seus olhos não se queimem com a luz do sol, com a qual ele está desacostumado.
Talvez seja este o maior problema do autodidatismo: aquele que não tem formação escolhe qual será seu plano de formação. É possível que alguns critérios justos sejam considerados, mas, por outro lado, é possível que certo orgulho possa se mesclar às boas intenções. Ter um mentor nesta jornada é de suma importancia, uma vez que será ele o critério externo ao qual nos submeteremos, será aquele que apresentará diversos alimentos de acordo com nossas capacidades, e administrará os remédios de acordo com nossas deficiências.
Deves, pois, buscar conhecer, o quanto te for possível, quais são as tuas limitações intelectuais, e quais são os temas acerca dos quais não deverias pensar neste momento. Um bom professor pode ajudar nisto: discernir quais são os teus limites, e propor estudos proporcionados ao que o aluno pode oferecer - de forma magnanima: o professor não deve propor algo que ultrapasse as capacidades do aluno, mas algo que esteja próximo do limite, em algumas ocasiões, para que o aluno entregue o seu melhor diante de um desafio.
Enfim, considera a curiosidade uma das grandes inimigas de tua vida interior – seja ela intelectual ou espiritual. Considera o que podes fazer para que abandones ou ordenes alguns costumes que formam certos hábitos intelectuais que reforçam a curiosidade: o acesso excessivo às redes sociais, tempo ocioso mal orientado, diversões excessivas que não edificam, entre outras.
Se queres viver uma vida examinada, isso exige de ti uma temperança maior, que não é – como muitos podem pensar – apenas corporal, mas também intelectual. Aprende a navegar pelos riachos, para que entendas que nem todas as coisas são estáveis, e que não deves confiar na estabilidade; quando fores investigar temas mais amplos, mais árduos – quando navegares pelo mar –, estarás mais acostumado com a tranquilidade dos ventos e com sua ferocidade, e terás um coração constante na busca da verdade, estejas tu em tempos bons ou ruins.
Prof. Lucas Fonseca dos Santos
Professor de Artes Liberais, Filosofia e Línguas Antigas (latim e grego antigo). Tem se dedicado à formação de professores segundo o paradigma da Educação Clássica, ministrando formações presenciais e remotas para grupos de várias partes do Brasil.
Mestre em Filosofia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Mestrando em Humanidades com concentração em Educação Clássica na University of Dallas.
Formação em Línguas Clássicas através de cursos intensivos presenciais e online pela Accademia Vivarium Novum (Frascati -Itália)
Junior Fellow do Boethius Institute.
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